A Intuit aposentou o Mint em 23 de março de 2024 e direcionou os usuários para o Credit Karma, outro produto da Intuit. A migração manteve a sincronização de contas e o acompanhamento de patrimônio líquido, mas não trouxe as partes pelas quais a maioria das pessoas usava o Mint: montar um orçamento e ficar de olho em contas recorrentes e assinaturas. Essa lacuna explica por que tantos ex-usuários do Mint ainda estão procurando um substituto anos depois.

O que as pessoas realmente sentem falta

Ao ler o que os ex-usuários do Mint dizem ter perdido, as mesmas três coisas aparecem sempre:

  • Um orçamento, não só um saldo. Ver o total das contas não é o mesmo que saber quanto é seguro gastar.
  • Cobranças recorrentes em um só lugar. Assinaturas e contas que se repetem silenciosamente são a maior fonte de surpresas no fim do mês.
  • Um plano gratuito que continua gratuito. O Mint era gratuito. Muitos dos substitutos não são.

A troca que vale entender primeiro

O Mint era gratuito porque monetizava por meio de recomendações de produtos financeiros construídas em cima dos seus dados de transações. A maioria dos substitutos escolhe um de dois modelos: cobrar uma assinatura ou continuar exibindo anúncios com base nos seus dados. Vale decidir qual desses você prefere antes de comparar listas de recursos, porque isso molda tudo o mais no produto.

Onde o RiceBowl se encaixa

O RiceBowl é propositalmente mais enxuto do que o Mint. Ele responde a uma única pergunta — quanto ainda tenho para gastar este mês — pegando a sua renda esperada, subtraindo as contas recorrentes e assinaturas, e subtraindo o que você já gastou. Não há acompanhamento de patrimônio líquido, painel de investimentos nem pontuação de crédito.

Ele também não se conecta ao seu banco. Você registra a renda e os itens recorrentes uma vez, e depois vai lançando os gastos aos poucos. Isso tem um custo real em conveniência, e vale ser honesto sobre isso: se o que você mais gostava no Mint era a importação automática de transações, o RiceBowl hoje não é uma troca equivalente. Em compensação, nenhum terceiro chega a guardar as suas credenciais bancárias.

O plano Free cobre o seu número, lançamentos manuais, itens recorrentes, divisão por categoria, gráficos de gastos e controle de dívidas, sem exigir cartão. O Plus custa $5/mês ou $48/ano e adiciona escaneamento de recibos e extratos, importação de CSV e Google Sheets, histórico completo dos meses, lembretes de contas, resumos por e-mail e compartilhamento com até quatro outras pessoas.

Seja honesto consigo mesmo sobre automação. Se você não vai lançar os gastos manualmente, escolha um substituto que sincronize com o seu banco — um orçamento abandonado na segunda semana é pior do que um mais trabalhoso, mas que você mantém.

Perguntas frequentes

Quando exatamente o Mint foi encerrado?

A Intuit encerrou o Mint em 23 de março de 2024 e direcionou os usuários para o Credit Karma.

O Credit Karma substituiu o orçamento do Mint?

Não totalmente. O Credit Karma manteve a sincronização de contas e o acompanhamento de patrimônio líquido, mas não oferece a criação de orçamentos nem a gestão de assinaturas recorrentes que o Mint tinha.

Existe uma alternativa gratuita ao Mint?

O RiceBowl tem um plano Free sem necessidade de cartão, que cobre o seu número disponível para gastar, lançamentos manuais, itens recorrentes, divisão por categoria, gráficos e controle de dívidas. Os planos pagos adicionam automação, mas o plano gratuito não tem prazo de validade.

O RiceBowl se conecta ao meu banco como o Mint fazia?

Ainda não. No plano Free você adiciona as transações manualmente ou por voz. No Plus é possível fotografar uma página de extrato, escanear um recibo ou importar um CSV ou Google Sheets, então trazer um mês inteiro de gastos vira uma ação em lote em vez de digitar linha por linha. Se você quer que as transações cheguem sem nenhuma ação da sua parte, um app com sincronização bancária é a opção mais adequada por enquanto.