«Sair das dívidas» é uma meta comum, e para dívida cara e não essencial costuma ser razoável trabalhar nessa direção. Mas vale separar duas ideias diferentes que muitas vezes são tratadas como a mesma: estar sem dívidas e ter as dívidas sob controle.
Dois estados finais diferentes
Sem dívidas significa saldo zero: nada devido, nenhuma parcela mínima, nenhum juro correndo. Dívidas sob controle significa que cada dívida que você carrega está compreendida, prevista no orçamento e sendo amortizada (ou mantida de propósito) segundo um plano que você realmente segue — mesmo que o saldo ainda não seja zero ou, no caso de um financiamento imobiliário, não vá ser zero por décadas, por desenho.
Por que a distinção importa no dia a dia
Tratar «sem dívidas» como o único estado aceitável pode fazer um financiamento imobiliário ou um financiamento de carro razoável parecerem fracasso, quando na prática são um custo mensal rotineiro e previsto. Ao mesmo tempo, dar qualquer dívida como aceitável só porque está «sob controle» pode deixar um saldo caro se arrastar mais do que deveria.
Um enquadramento mais útil, na maior parte do tempo, é: cada dívida que eu carrego foi escolhida deliberadamente, a uma taxa que eu entendo, com um plano de como ela encolhe ou se mantém? Essa pergunta vale tanto se a meta honesta é chegar a zero um dia quanto se é apenas seguir em dia e sem sustos.